Prof. Dr. Rudney Marinho

terça-feira, 16 de agosto de 2011

MOSTRA ANJOS: 75 TELAS DA MOSTRA ANJOS, ARCANJOS, TRONOS E POTENTADOS


Anjos, Arcanjos, Tronos e Potentados
(Anjos em Estilo Cuzqueño do Século XV)


Professor Dr. Rudney Marinho de Souza
15/07/2010 a 15/08/2010



O Autor

Rudney Marinho de Souza, 48 anos, é formado em História e Geografia pelas Universidades FESC – UNISUL, Bacharel em História pela UNISUL, Especialização em História e Geografia pela UNISUL, Mestre e Doutor em Ciência da Educado pela UAA e UTIC. É professor de História, Geografia, Fundamentos Metodológicos do Ensino de História e Fundamentos Metodológicos do Ensino de Geografia, bem como fundamentos Metodológicos do Ensino de História da Educação.


A proposta escolhida atendeu às metas do pesquisador/historiador em que procura trabalhar com diversos materiais e estilos, e que sempre ao pesquisar a arte colonial espanhola lhe intrigava as características do Colonial Cuzqueño ou Maneirismo Colonial.



Em linhas gerais, Rudney Marinho propôs um conceito de arte clássica a qual determina uma participação efetiva do artista ao compor a paisagem com cenas corriqueiras de momentos preciosos de sua vida, valendo-se de sua energia criativa para refletir sobre o papel que os anjos representam no imaginário coletivo.

O projeto envolve o artista na própria concepção da iconografia angelical: considerados como protetores mitológicos, os anjos, arcanjos, tronos e potentados, os quais estão constantemente presentes na cultura ocidental e oriental, o artista, mostra-se em constante diálogo com os elementos presentes na composição das telas. A intenção do projeto é “oxigenar” os observadores com a luz multicolor do acrílico sobre tela e em especial observação do neomaneirismo que rebusca o século XV.

A partir de um novo ponto de vista que se distancia dos modelos maneiristas coloniais tradicionais e, ao mesmo tempo, abordando de maneira aberta o momento crítico que o modelo Neomaneirista Folkn, na visão do artista nos possa remeter. Por isso, a exposição prevista para julho inclui uma mostra com a 74 telas selecionadas através do uso de sorteio no processo pelo próprio autor, a criação.


SOBRE O TEMA DA PESQUISA

Na iconografia comum, os anjos geralmente têm asas de pássaro e uma auréola. São donos de uma beleza delicada e de um forte brilho, por serem constituídos de energia, e por vezes são representados como uma criatura = criança, por terem inocência e virtude.
Os muçulmanos, zoroastrianos, espíritas, hindus e budistas, todos aceitam como fato sua existência, dando-lhes variados nomes, mas às vezes são descritos como tendo características e funções bem diferentes daquelas apontadas pela tradição judaico-cristã, esta mesma apresentando contradições e inconsistências, de acordo com os vários autores que se ocuparam deste tema.



O Espiritismo faz uma descrição em muito semelhante à judaico-cristã, considerando-os seres perfeitos que atuam como mensageiros dos planos superiores.
Já os teosofistas afirmam que existem inumeráveis classes de anjos, com variadas funções, aspectos e atributos, desde diminutas criaturas microscópicas até colossos de dimensões planetárias, responsáveis pela manutenção de uma infinidade de processos naturais.
Além disso, a cultura popular em vários países do mundo deu origem a um copioso folclore sobre os anjos, que muitas vezes se afasta bastante da descrição mantida pelos credos institucionalizados dessas regiões.
No Medievo Europeu surgiram muitos outros esquemas, alguns baseados no do Areopagita, outros independentes, sugerindo uma hierarquia bastante diferente. Alguns autores acreditavam que apenas os anjos de classes inferiores interferiam nos assuntos humanos.
No Cristianismo a fonte primária ao estudo dos anjos são as citações bíblicas, embora existam apenas sugestões ambíguas para a construção de um sistema como ele se desenvolveu em tempos posteriores.


Seu nome significa: "Homem de Deus". É o Arcanjo da Esperança, da Anunciação, da Revelação, sendo comumente associado a uma trombeta - é a Voz de Deus, o transmissor das boas novas.
Este Arcanjo é citado várias vezes na Bíblia Sagrada. Foi ele que anunciou ao profeta Daniel a vinda do Redentor. Disse assim o profeta: "Apareceu Gabriel da parte de Deus e me falou: dentro de setenta semanas de anos (ou seja 490 anos) aparecerá o Santo dos Santos" (Dan 9).
Ao Arcanjo Gabriel foi confiada a missão mais alta que jamais haja sido confiada a alguém: anunciar a encarnação do Filho de Deus.
Por isso é muito venerado desde a antiguidade.
O termo de apresentação quando apareceu a Zacarias para anunciar-lhe que ia ter por filho João Batista foi este: "Eu sou Gabriel, o que está na presença de Deus" (Luc. 1, 19).



Considerado canônico somente pela Igreja Ortodoxa da Etiópia, o Livro de Enoque fala de mais quatro arcanjos, Uriel, Ituriel, Amitiel e Baliel, responsáveis pela vigilância universal durante o perído dos Nefilim, os "anjos caídos". Contudo em fontes apócrifas estes são por vezes ditos como querubins. A igreja Ortodoxa faz de Uriel um arcanjo e o festeja com Rafael, Gabriel e Miguel na Synaxis de Miguel e os outros Poderes Incorpóreos, em 21 de novembro.
O Budismo e o Hinduísmo descrevem os anjos, ou devas, como os chamam, de maneira semelhante às outras religiões ocidentais. Seu nome deriva da raiz sânscrita div, que significa "brilhar", e seu nome significa, então, os "seres brilhantes" ou "autoluminosos". Dizem que alguns deles comem e bebem, e podem construir formas ilusórias para poderem se manifestar em planos de existência diferentes dos seus próprios. O Budismo estabelece uma categorização bastante completa para os seus devas, em grande parte herdada da tradição Hinduísta.


Sultão Muhammad: A Mi'raj, ou Ascensão de Maomé, rodeado de anjos. Iluminura, c. 1650.
A angelologia islâmica é largamente devedora às tradições dos Zoroastrianismo, do Judaísmo e do Cristianismo primitivo, e divide os anjos em dois partidos principais, os bons, fiéis a Deus, e os maus, cujo chefe é Iblis ou Ash-Shaytan, privados da graça divina por terem se recusado a prestar homenagens a Adão.



Existe também no Islamismo uma categorização hierárquica. Em primeiro lugar estão os quatro Tronos de Deus, com formas de leão, touro, águia e homem. Em seqüência, vêm o querubim, e logo os quatro arcanjos: Jibril ou Jabra'il, o revelador, intermediário entre Deus e os profetas e constante auxiliador de Maomé; Mikal ou Mika'il, o provedor, citado apenas uma vez no Corão (2:98) e quem, segundo a tradição, ficou tão horrorizado com a visão do inferno quando este foi criado que jamais pôde falar de novo; Izrail, o anjo da morte, uma criatura espantosa de dimensões cósmicas, quatro mil asas e um corpo formado de tantos olhos e línguas quantas são as pessoas da Terra, que se posta com um pé no sétimo céu e outro no limite entre o paraíso e o inferno; e Israfil, o anjo do julgamento, aquele que tocará a trombeta no Juízo Final; tem um corpo cheio de pelos e feitos de inumeráveis línguas e bocas, quatro asas e uma estatura que vai desde o trono de Deus até o sétimo céu. Por fim, os demais anjos. Como uma classe à parte estão os gênios, ou djins, que possuem muitas características humanas, como a capacidade de se alimentar, propagar a espécie, e morrer, e cujo caráter é ambíguo. 


Para referência do artista

Fonte: Museu Histórico “ Emílio da Silva”